Abertura de mercado 03-12-2008
Enviado por: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:Pelo visto, e de canto de olho, Dantas rodou…
Graças ao juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal, que não aceitou uma promoção oportuna à desembargador. Foi bem inoportuno esse patrioitismo do juís de Sanctis. Imagina! Que coisam mais antiquada é essa de prender bandido. Meio brega…
De qualquer forma está lá na pedra: dez anos de cana para o ex-gênio do mercado.
Imagina se essa moda pega.
Enviado por: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas: 2+2, cana, Dantas, justiça, patriotismoProdução Industrial e inflação ladeira abaixo.
Hoje de manhã foram divulgados importantes dados sobre a economia brasileira que lançam luz definitiva sobre o atual estado econômico do país. A inflação é um problema? Vamos continuar crescendo à taxas crescentes? Agora temos mais pistas sobre os próximos meses.
Primeiro a inflação. Ontem, nesse mesmo Comentário Diário, havíamos chamado atenção ao comportamento mais “fundamental” dos juros futuros com vencimento curto (principalmente em janeiro de 2010). Argumentamos que cada vez mais esses contratos estarão sujeitos aos movimentos domésticos, e menos ligados aos temores da expectativa sinistra do futuro econômico mundial. Agora parece claro que a deflação mundial chegou ao Brasil com mais força. De um lado a deflação das commodities em plano mundial cumpre parte da queda; do outro a retração da demanda doméstica pressiona as margens. Soma-se a isso as liquidações desse Natal “em crise”, onde os comerciantes foram extremamente agressivos para manter seus volumes de venda. Nem a disparada do dólar apresenta hoje uma ameaça séria aos preços domésticos. Fosse noutro tempo, a desvalorização do Real seria motivo de pânico nos corredores do BC.
Resultado: o IPC-FIPE de novembro derreteu e atingiu 0,39%. Nossa projeção apontava para uma alta de 0,54%. Os analistas ouvidos pela Bloomberg variavam entre 0,47% e 0,60%, ou seja, nem o mais baixista projetava tão baixo. Por conta desse novo dado revisamos nossa projeção para o IPCA de novembro, que será divulgado na sexta-feira. Saímos de 0,49% e apontamos para 0,40%. O IPCA de outubro foi de 0,45%. Se confirmada nossa projeção isso representará uma queda na inflação oficial que levará cada vez mais para dentro da meta a inflação de 2008.
Já a Produção Industrial apresentou forte queda de 1,7% no mês de outubro. Em 12 meses apresenta leve alta, de 0,8%. Este dado reafirma o atual momento de desaceleração econômica. Porém, vale lembrar, que a Produção Industrial veio tão baixa, pois a base de comparação é muito alta. Tanto os meses anteriores, quanto o igual período do ano passado, foram excepcionais, logo, para vir um resultado nulo, ou mesmo negativos, é muito fácil. Fatalmente o PIB do 2º semestre de 2008 irá cair muito mais que os analistas estavam inicialmente prevendo.
Os juros futuros já reagiram a essa nova realidade e os contratos com vencimento em janeiro de 2010 já caem mais de 1,70% no início dessa manhã, sendo cotados a 13,80.
Pelo visto não há realmente mais clima algum para o BC aumentar a taxa básica na próxima reunião.
Enviado por: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas: crise? que crise?, deflação, economia, inflação, produção industrialDe volta ao fundamento.
Após muito estresse, e volatilidade forte, os contratos de juros com vencimento em janeiro de 2010 voltaram ao fundamental, ou seja: estão cada vez mais com um olho no comportamento da inflação doméstica (medida pelo IPCA), e outro na reunião do COPOM.
Hoje a meta do juro básico está em 13,75%. No entanto, o contrato futuro do mesmo está na casa dos 14,45. Em grande medida o mercado agora percebe que não existe muito espaço para aumentar a taxa básica de juros por aqui e chegar até o preço alvo, hoje 0,70 acima do valor presente.
Não à toa os contratos vêm caindo pregão a pregão e já apresentam na manha de hoje mais uma queda.
Este ano foi de muitas dúvidas quanto ao comportamento da economia mundial. Todas essas incertezas se refletiram no contrato futuro do índice e fizeram a taxa subir ao longo do ano. Porém, boa parte das incertezas já está no preço, e o comportamento voltou a algo mais razoável. E mais: apresentando queda.
O Relatório Focus divulgado hoje apresentou relativa estabilidade no comportamento da inflação. A expectativa do mercado é que o IPCA fique em 0,53% e novembro. Já nossas projeções apontam para uma alta um pouco menor, em 0,49%.
Enviado por: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas: fundamento, juros, prometo, quedaInflação desacelera na Europa.
Hoje foi divulgada a inflação na Zona do Euro e, como não podia deixar de ser, veio abaixo das expectativas e abaixo do índice anterior. A inflação ao ano está em 2,1% em novembro, contra 3,2% em outubro.
Esse movimento era esperado e faz coro com a tendência geral de deflação de forma mais ampla: commodities, ações, salários. Esse processo é um reflexo claro e inequívoco da desaceleração econômica em escala mundial, e deve continuar por alguns meses.
Hoje também foi divulgada a taxa de desemprego também na Europa que subiu em relação ao mês passado. Hoje 7,7% da força de trabalho no Velho Continente está sem emprego.
Não há mais dados relevantes na agenda econômica de hoje.
Semana que vem termos a divulgação do IPCA que segundo nossas estimativas deve acelerar um pouco na margem e atingir 0,49%.
Enviado por: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas: crise? que crise?, deflação, desemprego, europaJoy to the world
Pra ver se espanta de vez a urucubaca!
Sem contar o bigodão style do vocalista. Um dia deixo o meu.
Enviado por: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas: crise? que crise?, joyIGP-M surpreende economistas
Hoje foi divulgado pela manhã o IGP-M de novembro e o resultado surpreendeu todos os analistas. Segundo o terminal Bloomberg, nenhum economista que participou da coleta de expectativas imaginava um valor tão baixo. Nossa estimativa apontava para uma forte desaceleração, saindo de 0,98% em outubro, para 0,44% em novembro. Porém, o índice veio bem abaixo, aos 0,38%.
O grupo que mais desacelerou foi o IPA (Índice de Preço no Atacado), saindo de 1,24% em outubro, para 0,30% agora em novembro. A queda abrupta pode ser creditada a acomodação do choque de câmbio nos preços no atacado. Boa parte dos custos já foram reajustados a essa nova realidade, e fatalmente a indústria não irá repassar custos adicionais ao consumidor nesse natal em crise.
Persiste, porém, a alta nos preços ao consumidor, capturados pelo o IPC-M. A inflação neste grupo subiu o dobro entre e outubro e novembro, saindo de 0,25% para 0,52%. Podemos ter um IPCA mais acelerado no mês de novembro.
Hoje não haverá pregão em Nova York por conta do Dia de Ações de Graças. Vimos nos últimos quatros dias altas consecutivas no Dow Jones, fato que não acontecia desde setembro pelo menos. É uma ótima notícia, principalmente porque o mercado aparentemente não deu tanta importância aos números de nível de atividade nos EUA. Os Pedidos de Bens Duráveis recuaram mais de 6% segundo dados divulgados essa semana. Apesar disso o mercado seguiu em alta, apontando, em alguma medida, que a recessão já está no preço dos ativos em bolsa.
Enviado por: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas: crise? que crise?, igp-m, inflaçãoMundo industrializado desacelera.
Foi divulgado na manhã de hoje o PIB do Reino Unido, e como não poderia deixar de ser, ele desacelerou no terceiro trimestre. Os dados ainda são preliminares, mas já apontam com clareza para o movimento na queda dos produtos nacionais.
Tal qual aconteceu com a Alemanha, que divulgou ontem seus números, o Reino Unido manteve no terreno positivo todos os componentes da demanda interna (consumo das famílias, consumo do governo, etc…), no entanto o setor que contribuiu de forma negativa de forma mais expressiva foram as exportações. Não por acaso a Chanceler alemã, Ângela Merkel, disse aos jornais há um mês que não interessa à Europa que os países em desenvolvimento tenham um câmbio tão fragilizado. Ela sabe muito bem que o calcanhar de Aquiles das economias centrais será a exportação, uma vez que é apenas questão de tempo que o consumo doméstico desacelere.
A importação nos países centrais continua em alta e o motivo é a queda abrupta dos preços de importados. A evolução dos preços de importados da Alemanha ilustra bem dois momentos distintos que o mundo viveu nesse histórico ano de 2008. Num primeiro momento os preços de importados subiram na esteira das commodities em alta vertiginosa. Logo depois os mesmo preços despencam das alturas e apresentaram forte desaceleração na última medição, denunciando assim a deflação generalizada das commodities. Preços mais convidativos evitaram uma queda mais acentuada no consumo.
Já no Brasil a inflação ao consumidor, medida pelo IBGE, apresentou aceleração menor que nossa projeção de 0,53%. O IPCA-15, prévia do IPCA, registrou em novembro alta de 0,49%. Amanhã será a vez da divulgação do IGP-M, pela FGV, e este deve cair bastante, saindo dos atuais 0,98% para algo em toro de 0,44%.
Enviado por: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas: alemanha, deflação, economia, inglaterra, ipca-15IPC-FIPE estável.
Dados divulgados hoje pela FIPE sobre a inflação apontam, em grande medida, que há alguma desaceleração na margem dos preços no país. O IPC-FIPE registrou alta de 0,54%, contra 0,58% da semana anterior. Nossa projeção apontava para uma inflação de 0,58%, praticamente em linha com os dados apresentados.
No entanto, o aumento dos alimentos continua persistente. Claro, em níveis bem inferiores ao começo/meio deste ano onde o choque exógeno da alta das commodities puxou todos os índices ao consumidor.
Os Índices gerais de Preços, calculados pela FGV, estão em franca queda e o IGP-M que será divulgado na quinta-feira deverá desacelerar fortemente, saindo de 0,98% para algo em torno de 0,44% segundo nossos modelos. A desaceleração pode ser creditada a relativa estabilidade do dólar no atual patamar e as correções passadas do choque de câmbio nos custos das empresas.
Porém, deve-se notar, que altas persistentes em alimentos solapam o poder de compra do consumidor ao infringir ao mesmo uma despesa irremediável e constantemente alta. Como não há escapatória desse grupo de produtos (alimentos), fatalmente a correção do poder de compra dar-se-á nos outros produtos, havendo inadimplência e redução na compra.
Outro fator que pode adicionar estresse à evolução dos preços é a recente tragédia em Santa Catarina. Fora o flagelo humano que a catástrofe representa, muitos danos econômicos sérios foram feitos. Entre eles a interrupção de rodovias, paralisação de fábricas e até a interrupção do gasoduto Brasil-Bolívia. Fora esses danos, soma-se a isso que Santa Catarina é um importante produtor de grão e carne, e que boa parte do escoamento terrestre da região Sul está comprometida.
Aproveitamos a oportunidade e estendemos nosso pesar a todas as vítimas da tragédia e nosso respeito e carinho aos sobreviventes e ao povo catarinense. Acreditamos que a ação do poder público, juntamente com a sociedade brasileira, poderá ajudar a minimizar os danos materiais e humanos.
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